by Ronize Aline

13.2.08


meme

A querida Lúcia me enviou um meme, ou seja, umas perguntinhas que servem para testar como anda a nossa memória. Aí vão as respostas:

1. O que você estava fazendo em 1978 (há 30 anos)?
Brincando de casinha em Rio do Sul, minha cidade na linda Santa Catarina, fazendo aulas de piano e com a única preocupação de não ficar em recuperação no final do ano. Lendo muito por influência do meu pai, escrevendo e sonhando me tornar escritora.

2. E em 1983, há 25?
Sofrendo as conseqüências da grande cheia que assolou o sul do país, que nos deixou sem casa, móveis, roupas e que tais. Ao mesmo tempo em que meu coração sofria com meu pai na UTI devido a um infarto. Lendo muito, escrevendo para tentar entender tudo o que acontecia à minha volta e sonhando me tornar escritora.

3. O que você estava fazendo em 1988?
Inaugurando o primeiro ano do resto da minha vida. Foi quando me mudei para o Rio de Janeiro (começando a me tornar um pouquinho carioca) e iniciei a faculdade de jornalismo. Lendo muito, escrevendo e sonhando me tornar escritora e jornalista.

4.E em 1993?
Dando uma virada na minha vida profissional ao decidir que redação não era bem a minha praia. Saindo do Jornal dos Sports, enveredando por outras searas no jornalismo e começando a dar aula para cursos de jornalismo. Lendo muito, escrevendo e sonhando me tornar escritora.

5. O que estava fazendo há 10 anos?
Concluindo meu mestrado, trabalhando com assessoria de imprensa e seguindo carreira acadêmica. Lendo muito, escrevendo e sonhando me tornar escritora.

6. E há cinco?
Iniciando minha vida de casada e meu doutorado. Dando aula em faculdades de jornalismo. Lendo muito, escrevendo e sonhando me tornar escritora.


Eu passo a bola para o Francisco, a Liana e a Danica.

Ronize Aline postou às 15:16
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1.2.08
Cinturinha de vespa, lembra disso?


Pois ela está de volta, pelo menos no conto que escrevi para a nova edição da revista Histórias Possíveis. Dêem uma passada por lá e confiram também os outros contos.

Ronize Aline postou às 23:23
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25.1.08


E o bebê é...



Ronize Aline postou às 22:36
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23.12.07





Ronize Aline postou às 22:50
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8.12.07


Que bicho deu?

Sonhar com amigo traíra dá que bicho?
Zinho tinha lá seu palpite mas foi falar com tia Donguita.
Quer saber o que aconteceu?
Vá lá em Histórias Possíveis e leia o meu conto Leão na Cabeça! na terceira edição da revista.

Ronize Aline postou às 20:13
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26.11.07


Nova revista de literatura


Estreou ontem uma nova revista de literatura online que promete: Histórias Possíveis. A idéia é que haja um revezamento semanal dos escritores participantes, que publicarão seus contos e afins inspirados em notícias de jornal (material é o que não vai faltar). A iniciativa é de André de Leones, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2005 na categoria Romance. Participam do projeto: ANDRÉ DE LEONES - DANIELA DOS SANTOS - DANIELA MENDES - DHEYNE DE SOUZA - HENRIQUE RODRIGUES - LEANDRO RESENDE - LÚCIA BETTENCOURT - MAIRA PARULA - MARCO AURÉLIO CREMASCO - MAURÍCIO MELO JUNIOR - NEREU AFONSO DA SILVA - SUSANA FUENTES - WESLEY PERES e essa que vos tecla.

Não percam! Corram lá e confiram os primeiros textos!

Ronize Aline postou às 21:13
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10.10.07




É amanhã...


...o lançamento do tão esperado novo livro do amigo João Paulo Cuenca. O dia Mastroianni conta a aventura de dois amigos que decidem passar 24 horas a persona imortalizada pelo ator italiano: um dândi que flana entre mulheres e prazeres. Imperdível!

Será a partir das 19 horas na Livraria da Travessa, em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 572). Nos vemos por lá!



Ronize Aline postou às 22:25
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14.9.07


Olha a Bienal aí gente!


Esse é o primeio final de semana da Bienal do Livro, que começou ontem. Além da imensidão de livros que cobre os três pavilhões, seis espaços dedicados à discussão e ao encontro entre escritores e leitores prometem esquentar o evento. Minhas sugestões de programação para sábado e domingo são:


Sábado - dia 15/09
14h - Adjetivos, verbos e advérbios: armadilhas da construção literária
Arnaldo Niskier, Pasquale Cipro Neto e Sérgio Nogueira
Auditório Clarice Lispector, Pavilhão Verde


16h - Banquete de leitura - Diversidade de temas e gêneros literários
Ildefonso Falcones, José Mindlin, Marcelo Moutinho e Nelson Motta
Café Literário, Pavilhão Verde


17h - O escritor e os prêmios literários
André de Leones, Lucia Bettencourt, Henrique Rodrigues e Adriana Lisboa
Espaço O Globo/SESC


19h - Pessoas e Personagens. A conversa entre o autor e o protagonista da história.
Adriana Lisboa e Luis Fernando Veríssimo
Café Literário, Pavilhão Verde


Domingo - dia 16/09
12h Mosaico Literário - o romance atemporal e sem fronteiras
Elisa Palatnik, Godofredo de Oliveira Neto, Luiz Ruffato e Mel Lisboa
Café Literário, Pavilhão Verde


14h - Literatura das Arábias - o clássico e o exótico.
Alberto Mussa, Georges Bourdoukan, Marco Lucchesi, Paulo Daniel Farah e Z. Rodrix
Café Literário, Pavilhão Verde


17h - Jirau de Poesia
Alexandra Maia, Antonio Calloni, Gilberto Mendonça Teles e Jiddu Saldanha
Espaço Gerardo Melo Mourão, Pavilhão Laranja

Ronize Aline postou às 10:56
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13.9.07


Cartas de um escritor

Na verdade não foram cartas, mas um email muito simpático que recebi de Cristovão Tezza a respeito da resenha que fiz sobre seu mais recente romance, "O filho eterno", publicado no Prosa&Verso do último sábado. "Precisa, atenta, informativa, bem-estruturada e com a medida da distância": assim ele definiu a minha análise da obra.
Pois, eis a resenha:

Uma crônica do desamor paterno
Com linguagem corajosa, Tezza cria pai envergonhado de ter um filho com síndrome de Down

O filho eterno
Cristovão Tezza
Editora Record, 224 páginas, R$34,00


Há muito deixou-se de questionar o instinto maternal, esse pulsar – diriam, natural - de um ser em direção a outro que existe antes mesmo de a mulher dar à luz. Durante toda a gravidez, a mãe já sente e ama o bebê. Mas e o instinto paternal? Sem perceber de fato a criança durante a gestação, o pai costuma sentir esse pulsar após o nascimento. Antes disso, o filho é apenas uma idéia, cuja confirmação se dá no momento em que o toma nos braços e reconhece ali a continuidade de seus traços, de sua linhagem. É também quando todas as suas expectativas se encontram nesse pequeno ser que, já agora, o enche de orgulho e o transforma em “pai”.

Mas, o que seria capaz de bloquear esse instinto? Em “O filho eterno”, o novo romance de Cristovão Tezza, a vergonha é essa força que o afasta da paternidade. Vergonha de mostrar ao mundo que não foi capaz nem de fazer um filho normal, ele, um escritor que já carregava consigo outra vergonha: a de ainda não ter conseguido publicar um livro sequer. Tezza, que vive essa experiência de ter um filho com Síndrome de Down, cria um alter ego no qual a crueldade e a coragem de expressar sua repulsa pela criança são as características dominantes.

Tezza empresta ao seu protagonista – que é o pai, não o filho – elementos autobiográficos, mas deixa entrever o dedo da criação literária. Como ele mesmo aponta: “Escrevendo, pode descobrir alguma coisa, mas sem confundir – isso o escritor percebeu logo – a vida e a escrita, entidades diferentes que devem manter uma relação respeitosa e não muito íntima. Só sou interessante se me transformo em escrita...”. Desconfia-se, portanto, que nesse acerto de contas com o passado Tezza possa ter exagerado no retrato que faz de si mesmo tornando-se, assim, mais interessante à literatura. Ou então, tal qual o poeta, “finge ser dor a dor que deveras sente”.

O livro trata de dois processos de gestação: a desse “filho eterno” - eterno porque, mesmo adulto, será sempre uma criança e também porque cada dia é um eterno recomeço - e a de sua carreira de escritor, numa escolha de Sofia revisitada – já que essa criança e suas necessidades lhe roubam o tempo que deveria ser dedicado à literatura. Para esse pai, a gestação do filho se dá com a criança já fora do ventre materno, pois é preciso adeqüar essa criança à idéia anteriormente formulada e achar um lugar para ele na sua vida. Logo ele, um escritor acostumado a dar nome às coisas, não consegue nomear aquilo que deveria chamar de filho. “Talvez (isso ele não pensa) de fato a criança tenha de conquistar o seu direito de se tornar um filho”.

A gestação da carreira vai sendo mostrada em flashbacks, como se a memória fosse o refúgio para escapar da peça que o destino lhe pregou. A vida ilegal na Alemanha e a experiência em comunidade quando adolescente são algumas das fugas que nos permitem conhecer algo além daquela brutalidade de sentimentos, que prefere a morte do filho (esperança embasada em pesquisas que mostram que as crianças até então chamadas de “mongolóides” não costumam viver muito) a ter de carregar aquela prova do seu fracasso vida afora. Não é um livro sobre a relação pai-filho. É, antes, um livro sobre um homem lutando contra a idéia de se tornar pai daquele filho. Mas a criança vai crescendo apesar dessa recusa de afeto – que, suspeita-se tenha sido compensada pela mãe, já que no livro ela tem uma participação mínima. “É preciso um certo esforço para amá-lo, ele pensa.”

O início do livro surpreende (alguns diriam, choca) por desvelar sentimentos que, convencionou-se, deveriam permanecer velados. As palavras são tão rudes quanto os sentimentos e a coragem em deixá-las marcadas no papel é inquestionável. Em alguns momentos soa como uma expiação, como se a exposição pública aliviasse o peso da culpa. E, como um colcha de retalhos, o texto vai trazendo lembranças daqui, dali, mostrando que muitas vezes foi necessário achar espaço para a ternura nos scripts da vida. A partir de determinado momento, parece que o livro mimetiza um pouco o comportamento dessa “criança especial”, que se apega à rotina, à falta de surpresas, ao comportamento teatralizado como forma de viver em sociedade. Não há mais a surpresa da linguagem nem a expectativa da situação. Mas o fôlego é retomado na parte final quando, após 25 anos, o pai deixa perceber, num misto de alívio e constrangimento, como esse menino já adulto e ainda criança se transformou no seu filho. Ou melhor, como ele se transformou no seu pai.

Ronize Aline postou às 14:13
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1.9.07


Mia Couto e Lúcia Bettencourt vencem em Passo Fundo


O Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura deste ano ficou com o escritor moçambicano Mia Couto por "O outro pé da Sereia",um retrato da Moçambique contemporânea. Mia ganhou R$100 mil e o troféu Vasco Prado. Disputavam com ele Luiz Ruffato, Flávio Carneiro, José Saramago, Daniel Galera, Ana Maria Gonçalves, Maria Valéria Rezende, Antônio Torres, MIlton Hatoum, Helder macedo e Adriana Lunardi.

Já o 10º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães (também anunciado na Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo) foi vencido por Lucia Bettencourt, que ganhou o prêmio de R$5 mil e uma viagem para Santiago de Compostela. Lucia já havia vencido o Prêmio SESC de Literatura de 2005 na categoria contos com o livro "A secretária de Borges", lançado pela Record e resenhado por mim, na ocasião, para o Prosa&Verso.Lucia tem um texto cativante e trabalha muito bem a arte de contar histórias.



Ronize Aline postou às 16:53
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