Flip 2005 - segunda parte
Na praça da Matriz, Dom Quixote, Sancho Pança, Dulcinéia e o moinho mergulhavam os leitores num livro em 3D...
...Marco acompanhava Merlin e um Arthur cuja espada já fora roubada...
...misturei-me aos retirantes de Vidas Secas...
...enquanto Marco tentava se apoderar do tesouro dos piratas...
...para em seguida tentar alcançar as tranças de Rapunzel.
Um dos eventos off mais concorrido foi o lançamento dos (magníficos) "Contos Negreiros", de Marcelino Freire, juntamente com o show ARREBATADOR de Faziana Cozza.
À noite, o tradicional Bloco da Lama passeava pelas ruas de Paraty.
Flagra do momento em que autografava meu "livro-demo"...
...em ausência de fila. Na verdade, uma brincadeira para aproveitar e sentar na mesma cadeira de Salman Rushdie, Ariano Suassuna, Enrique Vila-Matas, Gonçalo Tavares...
Flip 2005 - primeira parte
Paraty é realmente uma graça. A despeito de andarmos olhando para o chão por causa do calçamento pé-de-moleque, há muito o que se admirar na altura e acima dos olhos.
A cidade estava enfeitada com bonecos de papel machê que representavam personagens da literatura universal, como estes:
Em primeiro plano, Guliver e os liliputianos e, atrás, o pescador de "O Velho e o Mar", de Hemingway.
A simpática ponte que dava acesso à Tenda dos Autores e ficava congestionada nos momentos que antecediam as mesas mais concorridas.
A primeira mesa foi também uma das melhores que assisti. Beatriz Bracher, Cristóvão Tezza e o português José Luiz Peixoto (a partir da direita) falaram sobre a força do romance.
O espanhol Henrique Vila-Matas, um dos escritores contemporâneos de que mais gosto, participou da mesa "O escritor e o escrivão" com
o português Gonçalo Tavares, uma agradável descoberta.
Salman Rushdie autografando o seu "Shalimar, o equilibrista" em lançamento mundial no Brasil. Antes, o autor anglo-indiano havia participado de uma conversa emocionante.
Fora da programação dos debates, outro momento intenso foi a oficina literária ministrada por Raimundo Carrero e da qual tive a oportunidade de participar. Na foto, a partir da direita, Henrique Rodrigues, Carrero, sua secretária Priscila e eu.
Sucesso também foi a exposição Na Tábua, que o gaúcho Paulo Scott trouxe para o casarão da Matriz. Nomes como Chacal, João Paulo Cuenca, Cecilia Giannetti, Mara Coradello, Joca Terron, Nelson de Oliveira e o próprio Paulo em textos ilustrados por artistas como Fábio Zimbres, Laerte e Allan Sieber.
No clima da Flip, o
Paralelos montou uma edição especial sobre o evento, da qual constam uma entrevista que fiz com Alberto Mussa - que partilhou a ótima mesa "Caminhos que se bifurcam" com o turco Orhan Pamuk - além da resenha de
O Enigma de Qaf, do mesmo Mussa.