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by Ronize Aline
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25.7.07
PARABÉNS ESCRITORES... ...hoje é o seu dia! Aproveitando a data, aí vai uma resenha que fiz sobre o novo infanto-juvenil de uma escritora até então desconhecida para mim. A resenha saiu no Prosa&Verso no último dia 14. Literatura de fantasia de primeira Autora premiada conta peripécias envolventes de Sophie, jovem enfeitiçada O Castelo Animado, de Diana Wynne Jones. Editora Record, 368 páginas. R$45. Bruxas, castelos encantados, feitiços e uma (ou mais) história da amor. Esses são arquétipos encontrados em contos de fadas e que funcionam como uma chave para universos míticos que, reconhecidos, promovem o envolvimento imediato do jovem leitor – e também do adulto. A forma como esses arquétipos são trabalhados é que vai definir quão envolvente o livro será, já que reconhecer o universo de fantasia não significa que não devemos ser surpreendidos pela história. “O Castelo Animado”, da vencedora do Guardian Award Diana Wynne Jones e que já foi adaptado para o cinema pelo mestre japonês da animação Hayao Miyazaki, tem tudo isso e mais. O livro traz a temática da transformação em suas duas vertentes: a exterior, conhecida de obras como “A bela e a fera” e “O príncipe sapo”, e a interior, que representa o amadurecimento feminino na travessia de menina a mulher. Sophie, a jovem protagonista, é amaldiçoada pela terrível Bruxa das Terras Desoladas, que a transforma em uma senhora de 90 anos. Envergonhada de sua aparência, a moça decide deixar sua casa e refugiar-se no fantástico Castelo de Howl, o jovem e sedutor mago que tem a reputação de devorar o coração das moças do povoado. Ali, no castelo habitado também por Michael, o jovem aprendiz do mago, e Calcifer, o demônio do fogo responsável pela magia do lugar, é que Sophie aprenderá a domar seu temperamento impestuoso. Assim como em “Cinderela”, Sophie é a mais velha de três irmãs mas, ao contrário daquela, esta não é maltratada pelas demais, nascidas também do segundo casamento de seu pai. No entanto, ter nascido primeiro já é motivo suficiente para não ter grandes ambições em relação ao futuro. Pelo menos em Ingary, uma terra onde botas mágicas e mantos de invisibilidade não causam maior surpresa. Lá, “é um verdadeiro infortúnio ser a mais velha de três irmãs. Todos sabem que é você que vai sofrer o primeiro, e maior, fracasso se as três saírem em busca da sorte”. Conformada com seu destino, Sophie se resignara a passar o resto de seus dias costurando chapéus na loja que um dia seria sua, enquanto as irmãs saíam para tentar a sorte. Pelo menos até a Bruxa romper chapelaria adentro. Mas Diana inclui uma boa dose de mistério na história, o que faz com que, apesar das 368 páginas e de já esperarmos pelo final convencional dos contos de fadas, o livro em nenhum momento seja enfadonho. Até mesmo objetos que se mostram comuns à primeira vista têm participação importante no desenrolar da narrativa. Calcifer é a energia do castelo, o que o move fazendo-se trocar constantemente de lugar. Sua porta pode dar em quatro lugares diferentes, dependendo da posição em que a maçaneta está – mas um deles não é permitido ser visitado pelos outros moradores a não ser Howl. O que aguça ainda mais a curiosidade de Sophie. Aliás, as peripécias vividas e provocadas pela moça, que não consegue deixar de meter o nariz em tudo, são tão envolventes que até esquecemos que há dois feitiços para serem quebrados. O primeiro é o feitiço da Bruxa que transformou a jovem numa velha senhora, o segundo é um pacto entre o Mago Howl e Calcifer e que deixou este eternamente preso à lareira do castelo. Apesar de saber que demônios são ardilosos, Sophie resolve confiar em Calcifer e faz um acordo de ajudá-lo a quebrar o feitiço se ele fizer o mesmo por ela. O problema é que os próprios feitiços impedem que Sophie e Calcifer os revelem um para o outro, a menos que sejam descobertos. Diana tem um texto adoravelmente bem-humorado, responsável em grande parte por fazer de “O Castelo Animado” uma literatura de fantasia de primeira. O jovem Mago Howl, tal qual um menino mimado que quando não consegue o que quer faz birra, ao sofrer uma decepção amorosa cobre-se de um limo verde que inunda o castelo inteiro e enfurece Sophie. Já em outro momento, nem toda a magia de Howl é capaz de resolver um problema aparentemente tão simples. “Por que você não pode se curar com um feitiço?”, pergunta Sophie. Ao que ele responde: “Porque não existe cura para refriado”. E como toda transformação envolve uma descoberta, ao longo de sua permanência no castelo Sophie não só vivenciará um processo de crescimento mas também se surpreenderá com sua natureza. Talvez porque até então sua função fosse cuidar das irmãs e zelar pelo destino delas, a jovem não tenha tido tempo de olhar para si mesma. Então, pela primeira vez, ela se se expôem aos olhos de outros. O resultado? Bem, algo como “o feitiço virou contra o feiticeiro”.
Ronize Aline postou às 17:25
Deixe sua palavra: 16.7.07
No PAN
Esse foi um final de semana no PAN. No sábado fomos assistir à Ginástica Artística feminina por equipe, na Arena Olímpica, em Jacarepaguá. Na primeira sub, quando o Brasil ainda não estava na quadra, deu saudade da transmissão via TV. Nos acostumamos à locução, aos comentários dos especialistas explicando cada movimento, dos closes, do foco...afinal, prestar atenção em quatro aparelhos ao mesmo tempo é, certamente, perder grandes lances. Mas quando as meninas do Brasil entraram na quadra nada disso importou. Afinal, quem iria olhar para o lado enquanto Daniele, Khiuani, Jade, Laís e Daiane se exibiam bem à sua frente? Dá até pra falar dos saltos, contestar as notas, lamentar pelas quedas. O que não dá é pra traduzir a emoção de estar entre quase 15 mil pessoas vibrando com a declaração de amor ao Brasil feita pela Daniele no telão, acompanhando o solo empolgante de uma Daiane machucada ou ajudando a entoar o "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor". Aí é só festejar por não estar diante da TV e sim compartilhando as batidas de um mesmo coração. A medalha foi de prata mas o gostinho foi de ouro. Ontem fomos comemorar o aniversário do Marco torcendo pelas meninas do vôlei no Maracanãzinho, que ficou lindo depois da reforma.Vôlei é uma caso à parte, tem sua torcida garantida que vibra cada vez que o Brasil toca na bola e vaia - sem vergonha de ser feliz - a cada ponto das adversárias. Três a zero na República Dominicana, mas a emoção no ginásia não era a mesma da ginástica, no sábado. Talvez porque não era a final, ainda.
Na Arena ainda vazia
Daniele Hypolito no solo
Em frente à Arena Rakushisha A querida Adriana Lisboa estará lançando o seu novo romance amanhã, terça-feira,a partir das 20 horas, na Livraria da Travessa, em Ipanema (Visconde de Pirajá, 572).Nos vemos lá!
Ronize Aline postou às 19:32
Deixe sua palavra: 10.7.07
Uma deliciosa conversa com Agualusa e Gullander
O "Prosa na Livrarias" reuniu ontem à noite na Livraria da Travessa, em Ipanema, o escritor angolano José Eduardo Agualusa e o luso-escandinavo Miguel Gullander, sob a mediação do querido Mauro Ventura. Frente a uma platéia lotada, os convidados falaram sobre literatura africana de língua portuguesa e brasileira, acordo ortográfico, personagens, educação e leram trechos dos novos livros - "As mulheres do meu pai", de Agualusa, e "Perdido de volta", de Gullander. Agualusa, que envolveu os presentes com suas histórias, comentou que a vitalidade da área editorial portuguesa se deve ao grande investimento que o país tem feito na educação, ao contrário do Brasil e de Angola: "se nesses 30 anos de independência Angola tivesse investido em educação o que investiu em guerra para matar pessoas, hoje teríamos muito mais publicações". Por outro lado, explicou por que a vitalidade editorial em língua portuguesa em Angola ainda é maior do que em Moçambique: "em Angola, metade da população fala português como língua materna, em Moçambique, segundo Mia Couto, são apenas 16% - apesar de eu achar que nem chega a tanto". Gullander falou sobre os cinco temas presentes na literatura de qualquer língua: o amor, a morte, a liberdade, a natureza e o divino.E que cada um desses temas é bi-polar: vida e morte, criação e destruição...e assim por diante. Citando a frase de um amigo, completou: "Não há pecados, só exagero". Falando sobre seus livros, Agualusa disse que prefere tratar do absurdo que irrompe das coisas do que do maravihoso, já que o maravilhoso está sempre presente:"quando contarem algo muito inverossímel, pode ter certeza de que é verdade. Ninguém consegue inventar algo tão inverossímel a não se a própria vida". E acrescentou: "nas minhas histórias, assim como nas de Rosa Monteiro, sempre tem um anão". A língua portuguesa, tema que rondou a mesa durante toda a noite, foi definida por Agualusa - que já morou no Recife - como "uma criação coletiva". Para ele, "os portugueses não são donos da língua. O destino histórico do Brasil é liderar a comunidade de língua portuguesa, pois se o português existe hoje no mundo é graças aos 180 milhões de brasileiros".
Ronize Aline postou às 19:04
Deixe sua palavra: 8.7.07
Oswaldo Cruz e a ciência brasileira em livro Imperdível o lançamento do livro do querido Henrique Cukierman: Yes, nós temos Pasteur - Manguinhos, Oswaldo Cruz e a históra da ciência no Brasil. Será nessa terça-feira, dia 10, a partir das 20 horas na Livraria da Travessa de Ipanema. Leitura essencial para entender um pouco de como se tem feito ciência por essas terras.
Ronize Aline postou às 22:54
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